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terça-feira, 9 de junho de 2015

NUARA - FELIZ ANIVERSÁRIO - 2.015

FELIZ ANIVERSÁRIO, GUARDE CONTIGO ESTE DIÁRIO. JANA E LARA, COLHERAM E ORNAMENTARAM ESSAS FLORES, PARA ESSE DIA SER MAIS COMPLETO, SÓ FALTARAM VOCÊ, E O RAONI, PARA COMPLETAREM OS MEUS AMORES. SAUDADES, QUE VENHAS DE MANSINHO, MAS QUE SEJAS BREVE EM NOSSO CAMINHO. DISTÂNCIA, NÃO ME DEIXES EM DESALENTO, SE É PARA SUA FELICIDADE, EU JÁ ME CONTENTO. AMÉRICA DO NORTE, ESTAS COM MUITA SORTE, RECEBAS COMO TUA FILHA, PORQUE ELA É MUITO FORTE. DESAFIOS, VOCÊ SUPERA UM A UM, PARA SEU CRESCIMENTO NÃO DESPREZES NENHUM. FAMÍLIA, ALEGRIA MINHA, COMO TAMBÉM SUA, EU TORÇO TAMBÉM PARA CONSTRUÍRES A TUA. GREEN CARD, COMIGO NÃO OUSES BRINCAR, POIS SE FOGES DE MIM, EU IREI TE ENCONTRAR. VITÓRIA, DEIXE DE HISTÓRIA, COM A ORIENTAÇÃO DO DIVINO CRIADOR, EU CONSIGO A GLÓRIA. DESÂNIMO, SE ME PERSEGUES, EU TE ESPANTO, FUJAS DE MIM, PROCURES OUTRO CANTO. DETERMINAÇÃO, PENSAMENTO EM AÇÃO, EMOÇÃO, AMOR, E ALEGRIA NO CORAÇÃO. FILHA, VOCÊ ENTROU NA MINHA VIDA, MESMO QUE TE TORNASTES CRESCIDA, TU ÉS MINHA QUERIDA. QUE O AMOR FRUTIFIQUE A FLOR, QUE NA ESSÊNCIA DE UMA FAMÍLIA, MOSTRE TODO O SEU ESPLENDOR. SUB EMPREGO, NÃO É QUE TE DESMEREÇO, FICAMOS FRENTE A FRENTE PARA DOMÍNIO DO IDIOMA NO COMEÇO, PORÉM AGORA, QUE ME DEDIQUEI, O MUITO QUE ESTUDEI, ALTAS ESFERAS É O QUE MEREÇO. MÃE, QUE ME CARREGASTES EM SEU VENTRE, POR SUA DEDICAÇÃO E SUPORTE, É EM TI QUE RECONHEÇO, MEU PORTO SEGURO, MEU BRAÇO FORTE. NAS HORAS DIFÍCEIS, O QUE FAÇO, É EM TI QUE DESABAFO. SALVEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE 25/01/2.015 JOSÉ BENTO

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

COMO ADMINISTRAR OS PENSAMENTOS E AS EMOÇÕES

Altruísmo Budismo Causas da Felicidade Causas do Sofrimento Felicidade Matthieu Ricard Meditação Treino da Mente nov 3, 2014 3 1169 ADMINISTRAR OS PENSAMENTOS E AS EMOÇÕES Trecho do livro ”A Arte de Meditar”, de Matthieu Ricard. Ouve-se frequentemente dizer que o budismo, em geral, e a meditação, em particular, visam a suprimir as emoções. Tudo depende do que se entende por “emoção”. Se se tratar de perturbações mentais tais como o ódio e o ciúme, por que não nos livrar delas? Se se tratar de um forte sentimento altruísta ou de compaixão em relação aos outros que sofrem, por que não desenvolver essas qualidades? Esse é o objetivo da meditação. A meditação nos ensina a administrar os acessos de raiva malévola ou de ciúme, as ondas de desejo incontrolável e os medos irracionais. Libera-nos da imposição dos estados mentais que obscurecem nosso julgamento e são fonte de incessantes tormentos. Fala-se, então, em “toxinas mentais”, pois esses estados mentais intoxicam, verdadeiramente, nossa existência e a dos outros. A palavra “emoção” provém do latim emovere, que significa “por em movimento”. Uma emoção é, então, o que faz movimentar a mente, seja ela em direção a um pensamento nocivo, neutro ou benéfico. A emoção condiciona a mente e a faz adotar uma certa perspectiva, uma certa visão das coisas. Essa visão pode estar de acordo com a realidade, no caso do amor altruísta e da compaixão, ou deturpada, no caso do ódio ou da avidez. Como enfatizamos acima, o amor altruísta é uma tomada de consciência do fato de que todos os seres desejam, como nós, ser libertados do sofrimento e se baseia no reconhecimento de sua interdependência fundamental, da qual participamos. O ódio, ao contrário, deforma a realidade ampliando os defeitos de seu objeto e ignorando suas qualidades. Do mesmo jeito, o desejo ávido nos faz perceber seu objeto como desejável em todos os aspectos, ignorando seus defeitos. Deve-se convir que certas emoções são perturbadoras e outras benfazejas. Se uma emoção reforça nossa paz interior e nos incita ao bem do outro, podemos considerá-la positiva ou construtiva; se destrói nossa serenidade, perturba profundamente nosso espírito e nos leva a prejudicar os outros, ela é negativa ou perturbadora. É o que diferencia, por exemplo, uma indignação vigorosa, uma “santa cólera”, diante de uma injustiça que testemunhamos de uma cólera motivada pela intenção de fazer mal ao outro. O importante não é, então, esforçarmo-nos muito para suprimir nossas emoções, o que seria em vão, mas fazer com que elas contribuam para nossa paz interior e nos levem a pensar, falar e agir de maneira bondosa com os outros. Para isso, devemos evitar ser o joguete dessas emoções, aprendendo a dissolver as que são negativas à medida que surgem e a cultivar as que são positivas. Devemos compreender também que é o acúmulo e o encadeamento das emoções que determinam nossos humores, que duram alguns instantes ou dias, e formam, a longo prazo, nossas tendências e nossos traços de caráter. Assim, se aprendermos a administrar nossas emoções da melhor maneira, pouco a pouco, de emoção em emoção, dia após dia, acabaremos transformando nossa maneira de ser. Essa é a essência do treinamento da mente e da meditação sobre as emoções. Entre os diversos métodos que permitem administrar as emoções pela meditação, explicaremos dois: o primeiro consiste em aplicar antídotos; o segundo, a não se identificar com essas aflições efêmeras, reconhecendo sua verdadeira natureza. RECORRENDO AOS ANTÍDOTOS Antídoto designa aqui um estado de espírito diametralmente oposto à emoção perturbadora que desejamos combater. Da mesma forma que um copo de água não pode ser, ao mesmo tempo, frio e quente, não podemos simultaneamente querer fazer o bem e o mal à mesma pessoa. Trata-se, portanto, de cultivar remédios suficientemente poderosos para neutralizar as emoções que nos perturbam. Visto sob outro ângulo, quanto mais desenvolvemos a benevolência, menos lugar haverá na mente para seu contrário, a malevolência. Da mesma forma, quanto mais luz houver num cômodo, mais a escuridão se dissipará. Nas meditações que se seguem, tomaremos primeiramente como exemplo o desejo, depois a raiva maléfica. O desejo Ninguém contesta que seja natural desejar, e que o desejo represente um papel essencial na vida para realizarmos nossas aspirações. Mas o desejo não é mais que uma força cega, nem benéfica nem nefasta por si mesma. Tudo depende da influência que o desejo exerce sobre nós. É capaz de inspirar nossa existência como pode também envenená-la. Pode nos incitar a agir de maneira construtiva para nós mesmos e para os outros, mas pode representar intensos tormentos. É o caso quando ele se torna uma sede que nos tortura e nos consome. Pode nos tornar dependentes das próprias causas do sofrimento. Ele é, então, fonte de infelicidade, não havendo nenhuma vantagem em permanecer como sua vítima. Para esse tipo de desejo, aplicaremos como antídoto a liberdade interior. MEDITAÇÃO Se somos prisioneiros de um desejo poderoso que nos perturba e nos obceca, comecemos por examinar suas características principais e identifiquemos os antídotos apropriados. O desejo tem um aspecto de urgência. Acalmemos nossos pensamentos observando as idas e vindas da respiração como descrevemos anteriormente. O desejo tem um aspecto coercitivo e perturbador. Como antídoto, imaginemos a satisfação e o alívio que acompanham a liberdade interior. Dediquemos alguns momentos a deixar esse sentimento de liberdade nascer e crescer em nós. O desejo tem tendência a deformar a realidade e a considerar seu objeto como fundamentalmente desejável. Para restabelecer uma visão mais justa das coisas, analisemos calmamente o objeto do desejo sob todos os seus aspectos, e meditemos alguns instantes sobre seus lados menos atraentes, até mesmo indesejáveis, Finalmente, deixemos nossa mente descansar na paz da consciência plena, livre de esperança. De temor, e apreciemos o frescor do momento presente, que age como um bálsamo sobre o fogo do desejo. “Uma mente sossegada não é sinônimo de mente vazia de pensamentos, de sensações e de emoções. Uma mente pacífica não é uma mente ausente” Thich Nhat Hanh “Tratar o desejo da seguinte maneira. Observe o pensamento ou a sensação quando eles aparecem. Observe o estado mental do desejo que os acompanha como uma coisa distinta. Note a extensão ou o grau exato desse desejo. Em seguida, observe quanto tempo duram e quando, finalmente, desaparecem. Quando tiver feito isso, transfira sua atenção para a respiração”. Bhante Henepola Gunaratna “Como é bom nos coçar quando sentimos qualquer coceira, mas que felicidade quando a coceira desaparece. Como é bom satisfazer nossos desejos, mas que felicidade ao ficarmos livres dos desejos. Nagarjoûna A raiva A raiva egocêntrica, precursora do ódio, obedece ao impulse de afastar todo aquele que puser algum obstáculo ao que nosso eu exige, sem consideração pelo bem-estar do outro. Ela se expressa com uma hostilidade aberta quando o ego ameaçado decide contra-atacar, e com ressentimento e rancor quando ele é ferido, desprezado ou ignorado. Uma simples cólera pode estar associada à malevolência, ao desejo de prejudicar conscientemente alguém. A mente, obcecada pela animosidade e pelo ressentimento fecha-se na ilusão e se convence de que a fonte de sua insatisfação reside inteiramente fora de si mesma. Na verdade, mesmo se o ressentimento foi desencadeado por um objeto exterior, ele não se encontra em outro lugar que não seja na nossa mente. Além disso, se nosso ódio for uma resposta ao ódio do outro, desencadearemos um círculo vicioso que jamais terá fim. A meditação a seguir não tem por objetivo reprimir o ódio, mas voltar nossa mente para o que lhe é diametralmente oposto: o amor e a compaixão. MEDITAÇÃO I Consideremos alguém que se comportou com maldade contra nós ou contra nossos próximos, fazendo-nos sofrer. Consideremos também os seres que causam, ou causaram, imensos sofrimentos aos outros. Se os venenos mentais que os levaram a agir assim pudessem desaparecer de sua mente, eles deixariam de ser nossos inimigos e também da humanidade. Desejemos do fundo do coração que essa transformação aconteça. Para esse fim, podemos recorrer à meditação sobre o amor altruísta, formulando, como já vimos, o seguinte voto: “Que todos os seres possam se libertar do sofrimento e das causas do sofrimento. Que o ódio, a avidez, a arrogância, o desprezo, a indiferença, a avareza e o ciúme desapareçam de sua mente para serem substituídos pelo amor altruísta, pelo contentamento, pela modéstia, pela apreciação, pela solicitude, pela generosidade e pela simpatia”. Deixemos esse sentimento de benevolência incondicional invadir todos os nossos pensamentos. MEDITAÇÃO 2 Se formos tomados pela ansiedade – quando ficarmos retidos num engarrafamento, por exemplo, e corrermos o risco de perder o avião-, tentemos ficar plenamente conscientes dessa ansiedade. À medida que exercermos nossa consciência plena, perceberemos que a ansiedade se tornará menos intensa. Por quê? Porque a parte de nossa mente que está consciente da ansiedade não é, ela mesma, ansiosa. Ela é simplesmente consciente. Momentos antes, a ansiedade preenchia toda nossa paisagem mental. Agora, ela só ocupa uma parte e divide esse espaço com a consciência plena. Observemos que, à medida que a consciência plena se ampliam a ansiedade vai desaparecendo, até perder a capacidade de perturbar nossa mente, para finalmente dar lugar à paz recuperada. “Não vejo outra saída: que cada um de nós faça um retorno sobre si mesmo e extirpe e aniquile em si mesmo tudo o que ele acredita dever ser aniquilado nos outros. E estejamos convencidos de que o mínimo átomo de ódio que acrescentamos a este mundo torna-o ainda mais inóspito do que já é.” “Não creio que possamos corrigir o que quer que seja no mundo exterior sem que o tenhamos, primeiramente, corrigido em nós. A única lição dessa guerra pe ter nos ensinado a procurar em nós mesmos e não alhures.” Etty Hillesum “Já é tempo de desviar o ódio de seus alvos habituais, seus pretensos inimigos, para dirigi-lo contra ele mesmo. Com efeito, seu verdadeiro inimigo é o ódio, e é ele que você deve destruir”. Khyentsé Rinpoche “Cedendo ao ódio, não prejudicamos necessariamente nosso inimigo, mas danificamos a nós mesmos. Perdemos nossa paz interior, não fazemos mais nada corretamente, digerimos mal, não dormimos mais, espantamos aqueles que vêm nos ver, lançamos olhares furiosos àqueles que ousam cruzar nosso caminho. Tornamos impossível a vida de quem mora conosco e afastamos nossos amigos mais caros. E, como aqueles que se compadecem de nós são cada vez menos numerosos, ficamos cada vez mais sós. [...] De que serve? Mesmo se formos até o fim de nossa raiva, jamais eliminaremos todos os nossos inimigos. Conhece alguém que tenha conseguido fazê-lo? Enquanto guardamos em nós esse inimigo interior que é a cólera ou o ódio, poderemos destruir nossos inimigos exteriores hoje, mas outros aparecerão amanhã”. XVIº Dalai Lama CESSEMOS DE NOS IDENTIFICAR COM NOSSAS EMOÇÕES A segunda maneira de enfrentar nossas emoções perturbadoras consiste em dissociar mentalmente a emoção que nos aflige. Habitualmente, nós nos identificamos completamente com nossas emoções. Quando somos tomados por um acesso de raiva, transformamo-nos num só com ela. Ela é onipresente em nossa mente e não deixa nenhum lugar para outros estados mentais, tais como a paz interior, a paciência ou a consideração das razões que poderiam acalmar nosso descontentamento. Entretanto, se naquele momento formos ainda capazes de ter um pouco de presença de espírito – capacidade que pode ser treinada -, poderemos cessar de nos identificar com a raiva. A mente é capaz de examinar o que se passa nela. Basta que ela observe suas emoções como faríamos com um acontecimento exterior que se produz diante de nossos olhos. Ora, a parte de nossa mente que está consciente da raiva está simplesmente consciente: ela não está com raiva. Ou seja, a consciência plena não é afetada pela emoção que observa. Compreender permite tomar distância, conscientizar-se de que essa emoção não tem nenhuma substância, e deixar-lhe espaço suficiente para que ela se dissolva por si mesma. Agindo assim, evitamos dois extremos, ambos prejudiciais: reprimir a emoção, que permanecerá em algum lugar sombrio de nossa consciência, como uma bomba-relógio, ou deixa-la explodir, em detrimento daqueles que nos cercam e de nossa própria paz interior. Não se identificar com as emoções constitui um antídoto fundamental aplicável em todas as circunstâncias. Na próxima meditação, tomaremos novamente como exemplo a cólera, mas o processo é o mesmo para qualquer outra emoção perturbadora. MEDITAÇÃO Imaginemos que estamos dominados por uma forte raiva. Achamos que não temos outra escolha a não ser nos deixar levar por ela. Impotente, nossa mente se volta sem cessar para o objeto que desencadeou sua raiva, como o ferro em direção ao ímã. Se alguém nos insultou, a imagem dessa pessoa e suas palavras voltam constantemente ao nosso pensamento. E cada vez que pensamos nisso desencadeamos uma nova labareda de ressentimento que alimenta o círculo vicioso dos pensamentos e das reações a esses pensamentos. Mudemos, então, de tática. Desviemo-nos do objeto de nossa raiva e contemplemos a própria raiva. Seria um pouco como se olhássemos para o fogo, sem continuar a alimentá-lo com lenha. O fogo, por mais violento que seja, não tardará a apagar-se sozinho. Da mesma forma, se simplesmente pousarmos o olhar da nossa atenção sobre a raiva, é impossível que ela perdure por si mesma. Toda emoção, por mais intensa que seja, esgota-se e se esvanece naturalmente quando cessamos de alimentá-la. Saibamos, enfim, que a raiva, por mais forte que seja, não passa de um pensamento. Vamos examiná-la mais de perto. De onde ela tira o poder de nos dominar a tal ponto? Possui uma arma? Queima como fogo? Esmaga-nos como uma rocha? Podemos localizá-la em nosso peito, coração ou cabeça? Se acreditarmos que sim, tem ela cor ou forma? Teremos muita dificuldade de encontrar nela tais características. Quando contemplamos uma nuvem espessa num céu de tempestade, vemos que ela tem um ar maciço que poderíamos nos assentar sobre ela. Entretanto, se voássemos em sua direção, nada encontraríamos para pegar: só há vapor impalpável. Da mesma maneira, examinando atentamente a raiva, nada encontraremos que possa justificar a influência tirânica que exerce sobre nós. Quanto mais tentamos defini-la, mais ela desvanece sob nosso olhar como a geada sob os raios do sol. Finalmente, de onde vem essa raiva? Onde está agora? Para onde foi? Tudo o que podemos afirmar é que provém de nossa mente, permanece ali alguns instantes e desaparece em seguida. Quanto à mente, ela é imperceptível, não constitui uma entidade distinta e não é mais do que um fluxo de energia. Se em cada vez que uma forte emoção surgir nós aprendermos a administrá-la com inteligência, não somente dominaremos a arte de liberar as emoções no exato momento em que surgem, mas também destruiremos progressivamente as tendências que fazem com que as emoções apareçam. Assim, pouco a pouco, nossos traços de caráter e nossa maneira de ser se modificarão. Esse método pode parecer um pouco difícil no início, sobretudo no calor dos acontecimentos, mas com a prática vai se tornar cada vez mais familiar. Logo que a raiva ou qualquer outra emoção perturbadora surgirem em nossa mente, vamos identificá-las de imediato e saberemos enfrentá-las antes que tomem uma grande dimensão. É como se conhecêssemos a identidade de um batedor de carteira: mesmo que se misturasse à multidão, iríamos localizá-lo instantaneamente e ficaríamos de olho nele para que não roubasse nossa carteira. Assim, familiarizando-nos cada vez mais com os mecanismos da mente, e cultivando a consciência plena, não deixaremos mais a centelha das emoções nascentes se transformar em incêndio capaz de destruir nossa felicidade e a dos outros. Esse método pode ser utilizado com todas as emoções perturbadoras; ele permite fazer uma ponte entre a prática da meditação e as ocupações da vida cotidiana. Se nos habituarmos a ver os pensamentos no momento em que surgem, e deixá-los se dissipar antes que tomem posse de nós, será muito mais fácil continuarmos a ser donos de nossa mente e a administrar as emoções conflituosas no meio de nossas atividades diárias. “Lembrem-se de que os pensamentos são apenas o produto da conjunção fugaz de um grande número de fatores. Eles não existem por si mesmos. Também, logo que surgirem, reconheçam sua natureza que é própria da vacuidade. Eles perderão logo o poder de gerar outros pensamentos e a cadeia da ilusão será interrompida. Reconheçam essa vacuidade dos pensamentos e deixem que estes se soltem na claridade natural da mente límpida e inalterada”. “Quando um raio de sol bate sobre um pedaço de cristal, jorram luzes irisadas brilhantes, mas insubstanciais. Assim também os pensamentos, em sua infinita variedade – devoção, compaixão, maldade, desejo-, são inacessíveis, imateriais, impalpáveis. Não há nenhum que não seja vazio de existência própria. Se você souber reconhecer a vacuidade de seus pensamentos no exato momento em que surgem, eles se dissolverão. O ódio e o apego não poderão mais abalar a sua mente, e as emoções perturbadoras cessarão por si mesmas. Você não acumulará mais atos nefastos e, consequentemente, não causará mais sofrimento. É a derradeira pacificação.” Dilgo Khyentsé Rinpoche

terça-feira, 28 de outubro de 2014

SHUNGIT

A Shungit é um mineral também conhecido como ' a pedra inteligente ' ou ' o buraco negro ' graças às suas propriedades de atracção da energia electromagnética. É um mineral natural carbonoso que se encontra nos campos da Rússia. Suas propriedades e aplicações se estão a desenvolver em campos científicos da nanotecnologia e a luta contra o cancro. Após investigações científicas foi declarado como um mineral único e componente principal da nova medicina do século XXI. Isto é porque é o único mineral da terra que contém fullereres, elemento fundamental na luta contra o cancro. Esta pedra absorve e eliminar o que é nocivo para as pessoas e seres vivos. Se descobriu que a água tratada com a Shungit ajuda a combater determinadas doenças como o stress, regula as funções do fígado, intestinais e renais ; alivia dores de cabeça, costas, reumatismos ; norteia o sonho e a tensão arterial e aumenta a vitalidade. O contacto com a Shungit, ao ser um mineral de alta frequência, acelera os processos, tal como a liquidação do karma, descarga os conflitos, limpa de energias parasitárias, etc. Deixamos algumas imagens da Shungit nas suas formas mais conhecidas. :) Foto de Crónicas Para Despertar. Foto de Crónicas Para Despertar. Foto de Crónicas Para Despertar. José Bento Rodrigues Garcia CurtirCurtir · · Compartilhar 10 pes

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A PESSOA MAIS IMPORTANTE DA MINHA VIDA

Depois de DEUS, o ser humano mais importante na minha vida é minha MÃE, criatura que me gerou, carregando-me em seu ventre durante 9 meses, deu a luz (nome bem apropriado para esse ato, porque é uma luz em nossas vidas), e me cobriu de amor, carinho e afeto, e até hoje nunca me desapontou. Se privou de muitas coisas para poder doar, e ainda até hoje tem esse comportamento. Salvo algumas excessões, nossa mãe é o verdadeiro ANJO DA GUARDA, que nos coloca no mundo, e nós seres humanos muito indefesos quando bebês, somos vigiados incansavelmente por essa criatura angelical, que nos defende de todos os perigos, de todas as mazelas que a vida coloca em nossa frente. MÃE, ser iluminado que tira forças das profundezas de suas entranhas, e diuturnamente, incansavelmente, está sempre disposta a fazer o que pode, e o que não pode para poder se doar em prol de um filho(a). Nessa época, desse ano eleitoral, quando vemos na mídia tanta hipocrisia, tanta mentira, tantos ataques entre os candidatos fiquei imaginando, se esses seres despresíveis tivessem a ombridade de enxergar 10% do que uma verdadeira mãe sente por um filho(a), em relação ao seu próximo, acho que estaríamos implantando o paraíso aqui no Brasil. Eis aqui uma pequena homenagem à minha querida e amada MÃE, que ainda tenho o privilégio de conviver. Quem não tem a sua, reze um pai nosso por ela, imaginando um abraço bem apertado, e que esse abraço caiba nessa fração de tempo por toda a ETERNIDADE. E que nesse instante mágico duas pessoas visitem o CÉU. ON SHANTI (paz interior)

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

ESTAMOS SÓ DE PASSAGEM

André Luiz Só de passagem A expressão Estou só de passagem, ao se referir à vida física, atesta que a pessoa tem convicção imortalista. Ela sabe que é breve sua passagem pelo planeta. Mesmo que chegue aos cem anos, se considerar a eternidade, é um lapso temporal breve. A pessoa, que assim se expressa, manifesta a convicção de quem tem os olhos postos no futuro. Vive no mundo, mas com a inabalável certeza de que sua preocupação deve ser com o Espírito imortal, esse que sobreviverá à morte corporal. Se isso é louvável, um detalhe, no entanto, não pode ser esquecido. É que a vida corporal é etapa imprescindível ao progresso do Espírito. É na carne que se experimentam as provas. É nas vicissitudes da vida que o Espírito cresce, utilizando sua inteligência e criatividade, para superar transtornos e desafios. Isso nos diz que os mundos materiais são importantes. São moradas, estâncias, onde o Espírito se reveste de carne e habita. E progride. Dessa forma, há que se considerar o que estamos fazendo com o planeta, enquanto nos encontramos somente de passagem. O que estamos fazendo com nossa morada, lar, escola? Estamos auxiliando na sua conservação ou somos dos que não nos preocupamos com coisa alguma porque logo estaremos partindo? Seria importante nos perguntarmos se estamos colaborando com as medidas de sustentabilidade do planeta. Coisas simples, como diminuir o impacto ambiental, substituindo plástico por outros materiais menos agressivos ao meio ambiente. É de nos indagarmos se somos dos que, a cada vez que nos servimos de água, nos bebedouros do escritório, da empresa, apanhamos um novo copo plástico. Já nos preocupamos com o meio ambiente e temos nosso próprio copo de vidro, para uso particular, no local de trabalho? Ou, ao menos, nos servimos de um único copo plástico, durante todo o dia? Lembramos de utilizar a impressão de documentos, artigos e tudo o mais, somente quando imprescindível, poupando árvores? Recordamos de utilizar a folha de papel de ambos os lados? De reutilizar papel escrito em uma só face, transformando-o em bloco de anotações ou lembretes? Preocupamo-nos com a separação do lixo orgânico do lixo reciclável? São coisas pequenas, mas que têm muita importância. Não podemos nos esquecer que estamos de passagem, mas nossos filhos, netos, quanto tempo mais terão sobre a Terra? E, além disso, um detalhe importante: pela lei da reencarnação, deveremos retornar em algum momento. Já pensamos em como desejamos encontrar o planeta, nesse retorno? O que fazemos reflete no todo. E não nos preocupemos com os que não colaboram. Poderão aprender com nosso exemplo. Enquanto isso, sejamos como a ave que, levando gotas de água em suas asas, tenta apagar o incêndio na floresta. Em resumo: façamos nossa parte. A propósito, já plantamos uma árvore, em nossa vida? Semeamos um jardim? Pensemos nisso. Pensemos nisso.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

PESSOAS SÃO COMO MÚSICAS

Pessoas são músicas, você já percebeu? Elas entram na vida da gente, e deixam sinais. Como a sonoridade do vento ao final da tarde. Como os sons dos violinos tocando músicas celestes, presentes em cada clarão da manhã. Olhe a pessoa que está ao seu lado, e você vai descobrir, olhando fundo, que há uma melodia brilhando no disco do olhar. Procure escutar. Pessoas foram compostas para serem ouvidas, sentidas, compreendidas, interpretadas. Para tocarem nossas vidas com a mesma força do instante em que foram criadas, para tocarem suas próprias vidas com toda essa magia de serem músicas. E de poderem alçar todos os voos, de poderem vibrar com todas as notas, de poderem cumprir, afinal, todo o sentido que a elas foi dado pelo COMPOSITOR. Pessoas são músicas como você. Está ouvindo? Pessoas têm que fazer sucesso. Mesmo que não estejam nas paradas. Mesmo que não toquem no rádio. Autor desconhecido

terça-feira, 26 de agosto de 2014

MEDITAÇÃO E CURA

BudismoCausas da FelicidadeCausas do SofrimentoMeditaçãoMomento Presenteset 16, 2013 43 3324 4.9K Flares 4.9K Flares × Geralmente, se você tem um falatório mental, chama isso de pensamentos. Mas se está profundamente envolvido em algo emocional, você dá prestígio especial a isso. Você pensa que esses pensamentos merecem o privilégio especial de serem chamados de “emoção”. De alguma maneira, nos domínios da mente de fato, as coisas não são assim. O que quer que surja são apenas pensamentos: pensar que estamos com tesão, pensar que estamos com raiva. No que concerne à prática da meditação, seus pensamentos não são mais tratados como VIPs, enquanto você medita. Você pensa, você medita; você pensa, você medita; você pensa, você medita. Você tem pensamentos, você tem pensamentos sobre pensamentos. Deixe que seja assim. Chame-os de pensamentos. Chogyam Trungpa (Tibete, 1939 – Canadá, 1987) Meditação e Cura A meditação (chamada dhyana em sânscrito e zen em japonês) é o cerne da prática budista. O objetivo da meditação é ajudar o praticante a chegar a uma compreensão profunda da realidade. Esta introspecção tem a capacidade de libertar-nos do medo, da ansiedade e da depressão. Pode produzir compreensão e compaixão, pode elevar a qualidade de vida e trazer liberdade, paz e alegria para nós mesmos e para as pessoas ao nosso redor. Sobretudo na última parte do século XX, as pessoas do Ocidente começaram a voltar sua atenção para a meditação. O conforto material do Ocidente não é suficiente para trazer felicidade. Nossas mágoas, nossas preocupações e nossos problemas só podem ser resolvidos mediante uma vida espiritual. O budismo e a prática da meditação estão indicando atualmente a um maior número de pessoas um caminho para responder a estas dificuldades. A meditação sentada é a forma mais comum de meditação, mas também podemos praticá-la em outras posições como caminhando, em pé ou deitados. Quando lavamos roupa, cortamos lenha, regamos as plantas ou dirigimos o carro – onde quer que estejamos, o que quer que façamos, seja qual for a posição de nosso corpo, se as energias da mente alerta, da concentração e da introspecção estiverem presentes em nossa mente, em nosso corpo, então estamos praticando a meditação. Não precisamos ir a um templo, a uma igreja ou a um centro de meditação para meditar. Viver em sociedade, ir ao trabalho todo dia, cuidar de nossa família também são oportunidades de praticarmos a meditação. A meditação tem o efeito de nutrir e curar o corpo e a mente. E devolve ao praticante e às pessoas que o cercam a alegria de viver. (…) A meditação é especialmente indicada para nos ajudar naquilo que o budismo chama de nós interiores e de complexos de identidade. Esses grilhões nos impedem de estar conscientes no momento atual. Os nós interiores são um conjunto de ilusões, repressões, medos e ansiedades que se fixaram nas profundezas de nossa consciência. Eles são capazes de nos constranger e nos levar a fazer, dizer e pensar coisas que na realidade não queremos fazer, dizer ou pensar. Os nós interiores são plantados e alimentados por nossa ausência da mente alerta durante a vida de todo dia. Os dez nós interiores principais são: ganância, ódio, ignorância, vaidade, desconfiança, fixação no corpo como se fosse o eu, pontos de vista extremados e preconceitos, apego a ritos e rituais, ânsia de imortalidade, desejo ardente de manter as coisas exatamente como são. Nossa saúde e nossa felicidade dependem em grande parte de nossa habilidade de transformar esses dez grilhões. A mente alerta tem a capacidade de reconhecer os nós interiores quando eles aparecem em nossa consciência. Esses nós interiores se formaram no passado, às vezes foram energias habituais a nós transmitidas por nossos pais e avós. Não precisamos voltar ao passado e cavar nas lembranças, como se faz na psicologia, para descobrir as raízes dessas partes turvas e emaranhadas de nossa mente. A energia da mente alerta é capaz de reconhecer as formações interiores quando elas se manifestam e olhar profundamente para dentro delas, de modo que podemos ver as raízes desses nós emaranhados. A prática da meditação nos ajuda a ver a interconexão e a interdependência de tudo o que existe. Não há fenômeno, seja ele humano ou material, que possa aparecer por si só e durar por si só. O fato é que uma coisa depende da outra para surgir e durar. Esta é a introspecção da interdependência, às vezes chamada também de inter-ser ou não-eu. Não-eu significa que não há uma entidade permanente separada. Todas as coisas estão em constante mutação. Pai e filho, por exemplo, não são duas realidades separadas. O pai existe no filho, e o filho existe no pai. O filho é a continuação do pai no futuro, e o pai é a continuação do filho no passado da fonte. A felicidade do filho está ligada à felicidade do pai. Se o pai não é feliz, a felicidade do filho não pode ser perfeita. A natureza de todas as coisas é não-eu. Não’ há um eu separado e independente. No âmbito da psicoterapia, a baixa auto-estima é considerada doença. Na prática da mente alerta, tanto a baixa quanto a alta auto-estima e também a necessidade de julgar-se exatamente igual às outras pessoas também são consideradas doenças ou, como dizemos no budismo, complexos. Todos esses três complexos se baseiam na idéia de um eu separado. Baseiam-se todos no orgulho: orgulho de ser melhor, orgulho de ser pior e orgulho de ser igual. O sofrimento que nasce da raiva, da inveja, do ódio e da vergonha só pode ser completamente transformado quando chegamos à introspecção do não-eu. Este é o fundamento da prática da cura na meditação. “As razões mais profundas para amar a si mesmo não tem nada a ver com nada fora de você – não com o seu corpo ou com as expectativas que os outros têm de você. Se você entrar em contato com sua própria bondade, nada será capaz de prejudicar a sua auto-estima.” Karmapa O mestre zen Thuong Chieu, do Vietnã do século XI, disse que, se conhecêssemos o caminho das atividades da mente, a prática da meditação seria fácil. A escola de budismo da Consciência Somente (Consciousness Only) fala de oito espécies de consciência: as consciências dos cinco sentidos (visão, audição, olfato, paladar e tato); consciência da mente; manas (consciência da identidade) e depósito de consciência. Manas é a energia ligada à idéia de que existe um eu separado, independente e duradouro, oposto àquelas coisas que não são o eu. A consciência alaya, ou depósito de consciência, é semelhante a um jardim que contém todo tipo de sementes; e a consciência da mente é semelhante ao jardineiro. Quando praticamos a meditação, a consciência da mente está trabalhando, mas o depósito de consciência também está trabalhando secretamente dia e noite. A mente inconsciente da psicologia ocidental é apenas uma parte do depósito de consciência. Se conseguirmos reconhecer e transformar os nós interiores que estão no fundo de nossa consciência, isto levará à liberdade e à cura. Isto se chama transformação na base (asrayaparavritti). Significa a transformação que ocorre justamente na subestrutura da consciência. Quando nossos desejos, medos e sentimentos de indignação são reprimidos, ficam quais sementes que não recebem o oxigênio nem a água de que precisam para crescer e se transformar em algo belo; e podemos experimentar, tanto no corpo como na alma, sintomas que se originam desse bloqueio. Apesar dessas formações mentais terem sido reprimidas, ainda têm a função de nos prender e dirigir, tornando-se assim nós interiores muito fortes. Temos o hábito de virar-lhes as costas, agindo como se elas não existissem, e é por isso que elas não têm oportunidade de emergir e aparecer em nossa consciência mental. Procuramos esquecer, consumindo mais coisas. Não queremos encarar esses sentimentos de dor e de abatimento. Queremos preencher a área da consciência mental de modo que o espaço todo seja ocupado e os sentimentos de pesar que estão no fundo não encontrem lugar para se manifestar. Assistimos aos programas de televisão, ouvimos rádio, folheamos livros, lemos jornais, conversamos, jogamos cartas e bebemos bebidas alcoólicas, tudo para esquecer. Quando nosso sangue já não pode circular, aparecem sintomas de doenças em nosso corpo. Da mesma forma, quando as formações mentais são reprimidas e não podem circular, começam a aparecer sintomas de doenças físicas e mentais. Precisamos saber como parar com a repressão, para que as formações mentais de desejo, medo, indignação, etc. tenham oportunidade de se manifestar, ser reconhecidas e transformadas. Cultivar a energia da mente alerta através da meditação pode ajudar-nos a fazer isso. Praticar a mente alerta através da prática diária da meditação vai ajudar-nos a reconhecer, acolher e transformar nossos sentimentos de sofrimento. Quando reconhecemos e acolhemos essas formações mentais, em vez de reprimi-las, sua energia negativa diminui um pouco. Contudo, meditar sobre essas formações mentais por cinco ou dez minutos pode ajudar. Na próxima vez que surgirem, serão novamente reconhecidas e acolhidas e voltarão ao depósito de consciência. Se permanecermos nesta prática, não mais temeremos nossas formações mentais negativas, não mais as empurraremos para baixo ou as reprimiremos como fizemos até agora. A boa circulação em nossa mente pode ser restabelecida e as complicações psicológicas que causam bloqueios no corpo podem desaparecer aos poucos. A mente alerta é sobretudo a capacidade de simplesmente reconhecer a presença de um objeto sem tomar partido, sem julgar, sem cobiçar e sem desprezar este objeto. Por exemplo, suponhamos que exista um lugar dolorido em nosso corpo. Com a mente alerta, nós simplesmente reconhecemos esta dor. Isto pode ser um tipo de oração bem diferente daquele a que você está acostumado, mas sentar em meditação e estar consciente desta dor, isto também é oração. Com a energia da concentração e da introspecção, somos capazes de ver e entender a importância dessa dor, o verdadeiro motivo por que surgiu e a maneira como seremos capazes de curá-la, com base na compreensão que provém da mente alerta e da concentração. Se tivermos ansiedade demais, se estivermos imaginando sempre coisas, esta ansiedade e estas imaginações vão trazer estresse à nossa mente, e a dor aumentará. Não é câncer, mas nós imaginamos que é câncer, e nós nos preocupamos e lamentamos até não mais conseguir comer nem dormir. A dor redobra e pode levar a uma situação mais grave. Em um sutra, o Buda dá o exemplo de duas flechas. Se uma segunda flecha é lançada para dentro da ferida causada pela primeira flecha, a dor não será apenas dobrada, mas dez vezes maior. Não deveríamos deixar que uma segunda ou terceira flechas chegassem e nos ferissem ainda mais por causa de nossa imaginação e de nossas preocupações. Quando perseguimos os objetos do desejo dos nossos sentidos como dinheiro, fama, poder e sexo, não estamos em condições de produzir autêntica felicidade. Ao contrário, criamos muito sofrimento para nós e para os outros. Os seres humanos estão repletos de desejos. Dia e noite correm atrás desses desejos e, por isso, não são livres. Se não forem livres, não se sentem à vontade e não experimentam a felicidade. Se tivermos poucos desejos, ficamos satisfeitos com uma vida simples e saudável, com viver profundamente cada instante da vida diária, com amar e cuidar de nossos entes queridos. Este é o segredo da verdadeira felicidade. Na nossa sociedade atual, muitíssimas pessoas procuram a felicidade na satisfação dos desejos dos sentidos. Aumentou em muito o sofrimento e o desespero. O sutra da Floresta fala do desejo como de uma armadilha. Se formos pegos na armadilha do desejo, vamos lamentar e perder toda nossa liberdade, e não podemos ter verdadeira felicidade. O medo e a ansiedade também geram sofrimento. Se tivermos suficiente compreensão para aceitar uma vida simples e estar satisfeitos com o que temos, não nos precisamos preocupar mais nem temer nada. É só porque achamos que amanhã podemos perder nosso emprego e não receber o salário mensal que vivemos em constante nervosismo e ansiedade. Por isso, a única saída para nossa civilização é consumir pouco e produzir mais felicidade. (Do livro “A energia da oração” – Thich Nhat Hanh) Você sabe, a única coisa que realmente me surpreendeu quando fui pela primeira vez para o Ocidente era ouvir pessoas dizendo: ”Eu me odeio”, eu nunca poderia entender isso. Mas agora eu acho que entendo, quando as pessoas dizem: ”Eu me odeio”, o que eles realmente querem dizer é: ”Eu me amo demais”, e elas estão sempre decepcionadas por não corresponder ás expectativas que têm de si mesmas! Acho que o que elas querem dizer é: ”Eu sempre estou decepcionado comigo mesmo”. Tai Situ Rinpoche, entrevistado por Mick Brown. O sofrimento é um atalho Não podemos minimizar o efeito de uma boa meditação de quarenta minutos, que é tempo que um praticante mais maduro deve fazer. Então essa prática para a vida diária vai mudando essas questões do que alcançar. Sentir que não alcançou nada também já é muito bom. Porque um dos grandes problemas de quem começa a praticar é pensar que atingiu algo, ele senta-se e pensa – Ah, eu adquiri serenidade – ou – Que bom, eu pratico meditação e sou mais sereno, sou mais “zen” – como se diz na gíria. Há até quem se ache iluminado. Mas isso não tem nada a ver com o zen. Sentar-se e adquirir serenidade é uma prática que poder ser feita de muitas formas e não precisa, em absoluto, ter um objetivo espiritual. A serenidade é apenas um subproduto do sentar-se quieto em meditação, nada mais que isso. É como muita prática de ioga que se faz hoje em dia e transforma-se em ginástica simplesmente, mas que não tem objetivos espirituais, é mera busca de poder e prazer, a ioga com objetivos espirituais é outra coisa. Então o primeiro que os alunos fazem quando se apresentam é sentar para meditar. Se você não ficar sentado quieto quarenta minutos não vai ouvir nenhum ensinamento, e se não voltar não tem problemas, porque o Zen não é para curiosos nem para pessoas que esperam resultados instantâneos ou uma panacéia, o Zen é para pessoas com a cabeça em chamas. Então tem que haver angústia, porque só a angústia existencial mobilizou Buda para prática, porque estava angustiado largou mulher, filho e foi para o meio da floresta e treinou, só por isso. Então é necessária a angústia, a inquietude e o desejo de se libertar. Por isso esse sofrimento é um atalho para a realização espiritual. E um corpo humano é a grande oportunidade, porque os homens tem as duas coisas, prazeres e dores. P: Eu sei que não existe uma fórmula pra isso, mas como é complexo não pensar não é? Monge Genshô: Não pense em não pensar. Quando se está fazendo zazen (meditação), não se trata de “não pensar”, mas sim de ficar prestando atenção completa a este momento presente, que é uma forma de pensar, não elaborando, não julgando, não conversando consigo mesmo, não usando palavras nem nada, apenas percebendo. Mas não é um “não pensar”. É pensando além do pensar e não pensar. Não se trata de não pensar, porque o cérebro continua funcionando. Ele está ali, vigilante e atento. Não é pra dormir. Quando você dorme, outra parte do cérebro toma conta e você começa a ter sonhos, que são uma atividade que não permite o zazen. O zazen precisa de vigília, de atenção. Texto de Monge Genshô. Examinamos sinceramente nossa existência. Como está nossa vida? Quais foram até agora nossas prioridades e o que queremos para o tempo de vida que nos resta? Somos um misto de sombras e luzes, de qualidades e defeitos. Seria essa uma maneira de ser ideal, um fato inevitável? Se assim não for, o que fazer? Essas perguntas merecem ser feitas, sobretudo, se sentimos que uma mudança é possível e desejável. Contudo, no Ocidente, devido às atividades que consomem, da manhã à noite, uma parte considerável de nossa energia, temos menos tempo para nos debruçar sobre as causas fundamentais da felicidade. Imaginamos que, mais ou menos conscientemente, quanto mais multiplicamos nossas atividades, mais as sensações se intensificam e mais nossa insatisfação é estancada. Na realidade, muito são aqueles que, ao contrário, se sentem decepcionados e frustrados com o modo de vida contemporâneo. Sentem-se desarmados, mas não veem outra solução porque as tradições que preconizam a própria transformação estão fora de moda. As técnicas de meditação visam transformar a mente. Não é necessário atribuir-lhes um rótulo religioso particular. Cada um de nós tem uma mente, cada um pode trabalhar com ela. Mattheiu Ricard Sofrimento por si só não é tão ruim É possível tomar nossa existência como um “mundo sagrado”, encarar esse lugar como espaço aberto em vez de um escuro vazio claustrofóbico. É possível ter uma relação amigável com nossa natureza de ego, é possível apreciar a estética da dança de formas na vacuidade, e existir nesse lugar como reis majestosos de nossas próprias consciências. Mas, para fazer isso, precisaríamos desistir de “agarrar” para fazer tudo sair do jeito que imaginamos em nossos devaneios. Então, o sofrimento é causado pela ignorância ou “agarrar ignorante” — ou é exagerado pela ignorância ou “agarrar ignorante” — e apego pela noção de como imaginamos que deveria ser. Isso é o que causa o “sofrimento do sofrimento”. O sofrimento por si só não é tão ruim. É o ressentimento contra o sofrimento que é a verdadeira dor. Por eu facilmente ficar chateado e agitado, isso mostra que não tenho a mente de renúncia. A mente de renúncia de certo modo é bem simples. Temos mente de renúncia quando compreendemos que tudo isso não é grande coisa. Alguém pisa em seu dedão, qual a grande coisa aí? Quanto mais nos acostumarmos com essa ideia, mais temos mente de renúncia. Pelo menos, tento ver por que transformo tudo em uma coisa tão grande. Estou meramente dando a você um modelo de como invocar a mente de renúncia. É um pouco como esse exemplo. Estamos andando nesse deserto por tanto tempo, e tudo que jorra, que é aquoso, é tão importante para nós. Mesmo se vemos uma miragem, nosso único desejo é se aproximar da água sem jamais compreender que é só uma miragem. Se você não sabe que é uma miragem e vai até lá, tudo que você obtém é um grande desapontamento. Então, saber que é só uma miragem é a mente de renúncia. [...] A renúncia de algum modo tem essa conotação de abrir mão de algo. Mas é como o exemplo da miragem. Você não pode abrir mão da água porque não há nenhuma água; é só uma miragem. Além disso, você não precisa abrir mão de uma miragem porque qual é o sentido de abrir mão de uma miragem? A pessoa simplesmente só precisa saber que é uma miragem. Tal compreensão é uma grande renúncia. No momento que você sabe que é uma miragem, o mais provável é que você nem vá até lá porque sabe que é falso; ou mesmo que vá, não há desapontamento, porque você já sabia o que havia ali. No mínimo, você terá só um pequeno desapontamento. É por isso que Jamgon Kongtrul disse que a mente de renúncia é como uma fundação. [...] A mente de renúncia não tem nada a ver com sacrifício. Como já mencionei, quando falamos sobre renúncia, de algum modo ficamos todos assustados porque pensamos que temos que abrir mão de alguns bens, algo valioso, algumas coisas importantes. Mas não há nada que é importante; não há nada que solidamente exista. Tudo que você está abrindo mão é, na verdade, uma vaga identidade. Você compreende que isso não é verdadeiro, não é absoluto; é esse o modo e o porquê de desenvolver renúncia. A renúncia não precisa ser vista como negativa. Fui ensinada de que ela tem a ver com desistir de segurar. Uma pessoa renuncia ao “fechar-se” e “desligar-se” da vida. Poderia ser dito que renúncia é a mesma coisa que se abrir para os ensinamentos do momento presente. [...] A renúncia é compreender que nossa saudade de ficar em um mundo protegido, limitado e bonitinho é insanidade. Uma vez que você começa a captar o sentimento de quão grande é o mundo e quão vasto é o nosso potencial para experimentar a vida, então você realmente começa a entender a renúncia. Quando sentamos em meditação, sentimos nossa respiração assim que ela acontece, e sentimos uma certa vontade de apenas estarmos abertos ao momento presente. Então, nossas mentes passam a vagar entre todo tipo de histórias, artificialidades e realidades fabricadas, e dizemos a nós mesmos: “isso é pensar”. Dizemos isso com muita gentileza e muita precisão. Toda vez que estamos prontos para deixar de lado a trama, e toda vez que estamos prontos para deixar-se ir no final da expiração, isso é renúncia fundamental: aprender como abandonar o segurar e o manter. Conclusão da meditação Ao meditar, é importante saber claramente a condição mental que você quer chegar como a conclusão da meditação. Textos lamrim descrevem o objetivo de cada meditação, e queremos garantir que nossa mente chegue a essa conclusão e não a uma conclusão incorreta ou irrelevante. Por exemplo, ao meditar sobre as desvantagens do pensamento centrado no ego, nossa mente pode distorcer essa meditação e concluir: “sou uma pessoa horrível por ser tão egoísta”. Essa é a conclusão errada que se chega com essa meditação. O Buda não ensinou as desvantagens do centramento no ego para que ridicularizemos a nós mesmos. Se você meditar em um tópico lamrim e chegar a uma conclusão incorreta, a meditação não foi feita corretamente. No caso acima, pensar “sou uma pessoa ruim por ser tão egoísta”, indica que não compreendemos o objetivo da meditação e provavelmente caímos em um velho hábito de nos colocarmos para baixo. Pare e pergunte a si mesmo: “Qual conclusão o Buda quer que eu chegue a partir dessa meditação?”. Ele quer que eu tenha certeza que a mente centrada no ego é o verdadeiro “inimigo”, que destrói minha felicidade. O centramento no ego não é uma parte intrínseca de mim; não é quem eu sou. Trata-se de um pensamento incorreto, mas profundamente enraizado, que cria problemas para mim. Posso me libertar disso. Já que quero ser feliz, vou compreender essa atitude egoísta pelo que ela é, e vou parar de seguí-la! Em vez disso, vou cultivar amor e compaixão por todos os seres.” Essa é a conclusão que você quer chegar. “Guided Meditations on the Stages of the Path” “A MEDITAÇÃO NÃO É UMA PRÁTICA PARA TENTAR ATINGIR O ÊXTASE, BEM-AVENTURANÇA ESPIRITUAL, OU TRANQÜILIDADE, NEM É A TENTATIVA DE SE TORNAR UMA PESSOA MELHOR. É SIMPLESMENTE A CRIAÇÃO DE UM ESPAÇO EM QUE SOMOS CAPAZES DE EXPOR E DESFAZER OS NOSSOS JOGOS NEURÓTICOS, DOS NOSSOS AUTO-ENGANOS, NOSSOS MEDOS E ESPERANÇAS ESCONDIDAS.” CHOGYAM TRUNGPA